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Saldanha da Gama: um patrimônio que conecta a história de Vitória ao turismo capixaba

Publicado em: 11/06/2026 11h46 - Atualizado em: 11/06/2026 11h47

Poucos lugares em Vitória conseguem reunir tanta história em um único endereço quanto o Saldanha da Gama, no Forte São João. Com vista privilegiada para a baía da capital capixaba, o local já foi fortaleza militar, cassino, clube esportivo e hoje abriga a Secretaria do Turismo (Setur), mantendo suas portas abertas para todos os interessados em conhecer um dos patrimônios mais fascinantes da cidade.

 

Mas o que muita gente não sabe é que a história do local começou por causa de um pirata. Em 1592, o famoso pirata inglês Thomas Cavendish navegou em direção à Ilha de Vitória após atacar a cidade de Santos, em São Paulo. Temendo uma invasão, os moradores improvisaram estruturas defensivas na entrada da baía. Uma delas deu origem ao que, décadas depois, se transformaria no Forte São João.

 

A construção definitiva da fortaleza aconteceu em 1726, seguindo projeto do engenheiro Nicolau de Abreu. O forte possuía muralhas, canhoneiras e dez canhões voltados para a proteção da cidade, desempenhando papel estratégico na defesa da então Capitania do Espírito Santo.

 

Com o passar dos anos e a redução da necessidade militar, o forte foi desativado. O espaço mudou de função e ganhou uma nova vida na década de 1920, quando foi reformado e transformado no elegante Cassino Trianon.

 

O local passou a receber eventos sociais e encontros da elite capixaba, marcando uma nova fase de sua história. A fachada também foi completamente remodelada, adquirindo características arquitetônicas que ainda hoje chamam a atenção de quem visita o prédio.

 

Outra curiosidade é que o prédio se tornou, em 1931, sede do Clube de Regatas Saldanha da Gama, uma das instituições esportivas mais tradicionais do Espírito Santo.

 

Naquela época, a baía chegava praticamente aos pés da construção. As competições de remo, natação e polo aquático movimentavam a região. Para as provas de natação, era montada uma curiosa piscina flutuante delimitada por barcos e boias sobre as águas da baía.

 

Foi ali também que surgiu um dos maiores nomes do esporte capixaba: o remador Wilson Freitas, que levou o nome do Espírito Santo para competições nacionais e se tornou um dos maiores símbolos da história do clube.

 

Embora o local tenha nascido como Forte São João, o nome Saldanha da Gama permaneceu após décadas de ocupação pelo clube esportivo.

 

A homenagem é ao almirante Luís Filipe Saldanha da Gama, importante oficial da Marinha Brasileira do século XIX. Com o passar do tempo, o nome se tornou tão conhecido entre os capixabas que acabou se consolidando como a principal referência para o edifício.

 

Hoje, quem visita o Saldanha da Gama encontra um espaço que preserva diferentes camadas da história do Espírito Santo. Em um mesmo local convivem memórias da defesa colonial, da vida social da cidade, das tradições esportivas capixabas e do turismo contemporâneo.

 

Além da riqueza histórica, o visitante pode apreciar a arquitetura, observar a movimentação da baía de Vitória e conhecer um dos cenários que ajudaram a moldar a identidade da capital capixaba.

 

Mais do que um prédio histórico, o Saldanha da Gama é uma verdadeira viagem no tempo, onde cada parede guarda histórias de piratas, soldados, atletas e personagens que ajudaram a construir a trajetória do Espírito Santo.

 

Endereço:

Avenida Vitória, 320 – Centro, Vitória (ES) ou

Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes, 705 – Forte São João, Vitória (ES).

 

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação da Setur
Geila Salomão
(27) 3636.8009 | (27) 98823.3640
imprensa@turismo.es.gov.br


FOTOS: Acervo Saldanha da Gama